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Quiz: Discover the Cause of Your Hair Loss

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5. Como está o seu ciclo menstrual?


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A Relação Entre Hormônios e a Saúde do Cabelo

Os hormônios são substâncias químicas produzidas por diferentes glândulas do corpo que funcionam como mensageiros, enviando instruções para diversos órgãos e tecidos sobre como devem funcionar.

Esses mensageiros químicos controlam praticamente tudo no nosso corpo, desde o crescimento e desenvolvimento até o humor, o metabolismo e também a saúde do cabelo.

Os folículos capilares são extremamente sensíveis às flutuações hormonais, e por isso mudanças nos níveis hormonais podem ter impacto direto e significativo no crescimento e queda dos fios.

Para as mulheres, os hormônios mais importantes relacionados ao cabelo são o estrogênio, a progesterona e os andrógenos.

O estrogênio é considerado o hormônio amigo do cabelo porque ele prolonga a fase de crescimento dos fios, mantendo mais cabelo na cabeça por mais tempo.

Quando os níveis de estrogênio estão adequados, o cabelo tende a ser mais cheio, mais brilhante e crescer de forma mais saudável.

A progesterona também desempenha um papel protetor, embora de forma menos pronunciada que o estrogênio.

Já os andrógenos, que incluem hormônios como testosterona e DHT, podem ter efeito negativo sobre o cabelo quando estão em níveis elevados ou quando os folículos são geneticamente sensíveis a eles.

O ciclo menstrual é uma janela direta para entender como seus hormônios estão funcionando.

Um ciclo menstrual normal e regular indica que os hormônios estão sendo produzidos e liberados de forma equilibrada e coordenada.

O ciclo típico dura entre 25 e 35 dias, com a menstruação durando de 3 a 7 dias.

Se o seu ciclo segue esse padrão de forma consistente mês após mês, isso é um bom sinal de que seus hormônios reprodutivos estão funcionando adequadamente.

No entanto, quando o ciclo menstrual se torna irregular, isso pode sinalizar desequilíbrios hormonais que também afetam o cabelo.

Ciclos irregulares são aqueles que variam muito de um mês para o outro, às vezes vindo muito cedo, às vezes atrasando muito, ou até pulando meses inteiros.

Intervalos muito longos entre uma menstruação e outra, acima de 35 dias regularmente, também são considerados irregulares.

Uma das causas mais comuns de ciclos irregulares é a síndrome dos ovários policísticos, que já mencionamos anteriormente.

Na SOP, os ovários produzem andrógenos em excesso, e isso interfere com o processo normal de ovulação.

Sem ovulação regular, os ciclos ficam bagunçados, podendo haver intervalos de dois, três ou até mais meses sem menstruação.

Esses mesmos andrógenos elevados que causam a irregularidade menstrual também podem causar queda de cabelo de padrão androgenético.

As mulheres com SOP frequentemente notam que o cabelo do couro cabeludo fica mais fino enquanto pelos indesejados crescem em outras áreas do corpo.

Outros problemas hormonais também podem causar irregularidade menstrual.

Alterações na tireoide, seja hipertireoidismo (quando a tireoide trabalha demais) ou hipotireoidismo (quando trabalha de menos), podem bagunçar o ciclo menstrual.

A tireoide produz hormônios que regulam o metabolismo de todo o corpo, incluindo a função dos ovários.

Quando a tireoide não funciona direito, isso cria um efeito dominó que afeta também os hormônios reprodutivos.

E tanto o hipertireoidismo quanto o hipotireoidismo podem causar queda capilar, porque os hormônios da tireoide são essenciais para o funcionamento adequado dos folículos capilares.

Níveis muito altos de prolactina, o hormônio responsável pela produção de leite materno, também podem causar irregularidade menstrual mesmo em mulheres que não estão amamentando.

Essa elevação pode ser causada por certos medicamentos, tumores benignos na hipófise, ou estresse crônico.

O fluxo menstrual muito intenso ou prolongado é outro sinal importante que pode estar relacionado à queda de cabelo.

Um fluxo menstrual é considerado intenso quando você precisa trocar absorventes ou coletores menstruais com muita frequência, quando o sangramento dura mais de sete dias, ou quando você elimina coágulos grandes.

Esse tipo de menstruação causa perda significativa de sangue todo mês, e junto com o sangue você está perdendo ferro.

O ferro, como já explicamos, é essencial para a produção de hemoglobina e para o transporte de oxigênio no corpo.

Quando você perde muito sangue mensalmente através de menstruações abundantes, seu corpo pode não conseguir repor o ferro perdido mesmo que sua alimentação seja adequada.

Com o tempo, isso leva a uma deficiência de ferro que pode eventualmente progredir para anemia.

E a deficiência de ferro, mesmo antes de causar anemia, já pode resultar em queda capilar significativa.

Os folículos capilares precisam de um suprimento constante de oxigênio e nutrientes para produzir fios saudáveis.

Quando falta ferro, esse suprimento fica comprometido e os folículos não conseguem funcionar adequadamente.

Existem várias causas possíveis para menstruação muito intensa.

Miomas uterinos, que são tumores benignos que crescem na parede do útero, são uma causa comum.

Pólipos endometriais, que são crescimentos na camada interna do útero, também podem causar sangramento aumentado.

Adenomiose, uma condição onde o tecido endometrial cresce dentro da parede muscular do útero, frequentemente causa menstruações muito intensas e dolorosas.

Distúrbios de coagulação sanguínea, embora menos comuns, também podem estar por trás de sangramentos menstruais excessivos.

Se você tem menstruação muito intensa acompanhada de queda de cabelo, é importante investigar as duas questões simultaneamente.

Tratar a causa do sangramento excessivo não só melhora sua qualidade de vida mensal, mas também pode resolver a deficiência de ferro e consequentemente ajudar na recuperação do cabelo.

A menopausa representa outra fase importante de mudança hormonal que afeta profundamente o cabelo.

A menopausa é o momento em que os ovários param de funcionar e de produzir estrogênio e progesterona.

Tecnicamente, a menopausa é diagnosticada depois que a mulher passa 12 meses consecutivos sem menstruar.

A idade média da menopausa é em torno de 51 anos, mas pode ocorrer naturalmente em qualquer momento entre 45 e 55 anos.

Quando os níveis de estrogênio caem drasticamente na menopausa, o cabelo perde aquele efeito protetor que o estrogênio proporcionava.

Os fios podem entrar mais facilmente na fase de repouso, a fase de crescimento fica mais curta, e os fios crescem mais finos e mais fracos.

Além disso, com menos estrogênio para contrabalancear, os andrógenos que continuam sendo produzidos pelas glândulas suprarrenais passam a ter uma influência proporcionalmente maior.

Mesmo que os níveis absolutos de andrógenos não aumentem, a proporção entre andrógenos e estrogênio muda drasticamente.

Em mulheres geneticamente predispostas à alopecia androgenética, essa mudança na proporção hormonal pode desmascarar ou acelerar o problema.

Muitas mulheres que nunca tiveram problemas capilares antes começam a notar afinamento dos fios depois da menopausa.

A terapia de reposição hormonal, quando indicada e prescrita por um médico, pode ajudar a amenizar alguns desses efeitos no cabelo.

No entanto, nem todas as mulheres são candidatas à reposição hormonal, pois existem contraindicações e riscos que precisam ser cuidadosamente avaliados.

Algumas mulheres param de menstruar por outras razões que não a menopausa natural.

A menopausa precoce, que ocorre antes dos 40 anos, pode ser causada por fatores genéticos, doenças autoimunes, quimioterapia ou radioterapia.

Cirurgias que removem os ovários também causam menopausa cirúrgica imediata.

Certas condições médicas ou tratamentos podem suprimir a menstruação temporariamente, como exercício físico extremo, perda de peso severa, transtornos alimentares, ou estresse muito intenso.

Todos esses cenários envolvem alterações hormonais significativas que podem afetar o cabelo.

É importante mencionar também o uso de anticoncepcionais hormonais e sua relação com o cabelo.

Pílulas anticoncepcionais contêm versões sintéticas de estrogênio e progesterona que suprimem a ovulação natural.

Algumas formulações de pílula podem melhorar o cabelo, especialmente aquelas que contêm progestágenos com pouca ou nenhuma atividade androgênica.

Essas pílulas podem até ser prescritas como parte do tratamento para alopecia androgenética em mulheres.

Por outro lado, pílulas com progestágenos de atividade mais androgênica podem piorar a queda em mulheres predispostas.

Além disso, tanto começar quanto parar de tomar anticoncepcional representa uma mudança hormonal que pode desencadear queda temporária tipo eflúvio telógeno.

Por todas essas conexões entre hormônios reprodutivos e saúde capilar, qualquer irregularidade menstrual que você esteja experienciando merece atenção.

Não apenas pela saúde do cabelo, mas porque pode sinalizar desequilíbrios que afetam sua saúde geral.

Se você tem ciclos irregulares, menstruação muito intensa, ou qualquer outra alteração no padrão menstrual junto com queda de cabelo, vale a pena investigar com exames hormonais completos.

About the author

Malu Oliveira

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