Advertisements
9. Você toma algum medicamento regularmente?
Advertisements
Medicamentos Que Podem Afetar o Cabelo
Medicamentos são substâncias químicas desenvolvidas para tratar doenças, aliviar sintomas ou melhorar condições de saúde.
Embora sejam ferramentas extremamente importantes e frequentemente necessárias na medicina moderna, praticamente todos os medicamentos podem causar efeitos além daqueles pretendidos.
Esses efeitos não intencionais são chamados de efeitos colaterais, e queda de cabelo é um efeito colateral relativamente comum de diversos tipos de medicamentos.
Entender se algum medicamento que você toma pode estar contribuindo para a queda é uma peça importante do quebra-cabeça diagnóstico.
Existem diferentes mecanismos pelos quais medicamentos podem causar queda de cabelo.
Alguns medicamentos induzem eflúvio telógeno, fazendo um número maior de folículos entrarem prematuramente na fase de repouso.
Dois a três meses depois de iniciar o medicamento, esses folículos entram na fase de queda simultaneamente, causando aumento perceptível na perda de fios.
Outros medicamentos causam eflúvio anágeno, onde afetam os folículos durante a fase de crescimento ativo.
Isso é mais raro e geralmente associado a medicamentos muito potentes como quimioterápicos usados no tratamento de câncer.
Alguns medicamentos alteram os níveis hormonais no corpo, e essas alterações hormonais podem secundariamente afetar o cabelo.
Outros ainda podem causar deficiências nutricionais que indiretamente prejudicam o crescimento capilar.
Vamos entender as categorias mais comuns de medicamentos que podem afetar o cabelo.
Anticoncepcionais hormonais, popularmente conhecidos como pílulas anticoncepcionais, contêm versões sintéticas dos hormônios femininos estrogênio e progesterona.
Esses hormônios sintéticos suprimem a ovulação e regulam o ciclo menstrual.
A relação entre pílula anticoncepcional e queda de cabelo é complexa e pode ir em duas direções opostas.
Algumas formulações de pílula podem melhorar o cabelo, especialmente em mulheres com síndrome dos ovários policísticos ou outras condições com excesso de andrógenos.
Pílulas que contêm progestágenos com propriedades antiandrogênicas ajudam a reduzir o efeito dos andrógenos nos folículos, podendo inclusive melhorar a alopecia androgenética.
Por outro lado, pílulas que contêm progestágenos com atividade androgênica podem piorar a queda em mulheres geneticamente predispostas.
Além disso, tanto começar quanto parar de tomar anticoncepcional representa uma mudança hormonal significativa para o corpo.
Essa mudança pode desencadear eflúvio telógeno temporário, com aumento da queda dois a três meses depois da mudança.
Isso é particularmente comum quando a mulher para de tomar a pílula depois de anos de uso.
Durante o uso da pílula, os hormônios sintéticos mantinham mais fios na fase de crescimento.
Quando a pílula é interrompida e os hormônios naturais retornam, muitos fios entram simultaneamente na fase de repouso e caem meses depois.
Essa queda pós-pílula geralmente é temporária e se resolve sozinha em seis a doze meses.
Terapias de reposição hormonal usadas por mulheres na menopausa também podem afetar o cabelo de formas variadas dependendo da formulação específica.
Antidepressivos e ansiolíticos são medicamentos usados para tratar depressão, ansiedade e outras condições de saúde mental.
Embora sejam extremamente importantes e muitas vezes necessários, alguns desses medicamentos podem causar queda capilar como efeito colateral em uma porcentagem das pessoas.
A classe de antidepressivos chamada inibidores seletivos da recaptação de serotonina, conhecidos pela sigla ISRS, que inclui medicamentos como fluoxetina, sertralina e escitalopram, pode causar queda em algumas pessoas.
Antidepressivos tricíclicos, uma classe mais antiga, também têm queda capilar listada como possível efeito colateral.
Estabilizadores de humor usados no tratamento de transtorno bipolar, como o lítio e alguns anticonvulsivantes, também podem afetar o cabelo.
É importante enfatizar que nem todas as pessoas que tomam esses medicamentos desenvolvem queda de cabelo.
A incidência varia conforme o medicamento específico e a susceptibilidade individual.
Para muitas pessoas, os benefícios de tratar adequadamente a condição de saúde mental superam em muito o possível efeito colateral sobre o cabelo.
Nunca interrompa medicamentos psiquiátricos sem orientação médica, pois isso pode ser perigoso.
Se você suspeita que seu antidepressivo está causando queda, converse com seu psiquiatra sobre alternativas.
Frequentemente é possível trocar para outro medicamento da mesma classe ou de classe diferente que não cause esse efeito em você.
Medicamentos para pressão alta, especialmente uma classe chamada betabloqueadores, podem causar queda em algumas pessoas.
Anticoagulantes, medicamentos que tornam o sangue mais fino para prevenir coágulos, também têm queda listada como efeito colateral possível.
Medicamentos para baixar o colesterol, especialmente as estatinas, ocasionalmente causam queda, embora isso seja relativamente raro.
Alguns medicamentos para problemas de tireoide, tanto para hipertireoidismo quanto hipotireoidismo, podem paradoxalmente causar queda temporária no início do tratamento.
Isso geralmente melhora conforme os níveis hormonais da tireoide se normalizam.
Medicamentos para acne, especialmente aqueles contendo isotretinoína, podem causar queda e afinamento capilar durante o tratamento.
Esse efeito geralmente reverte após parar o medicamento.
Suplementos e vitaminas, embora geralmente considerados inofensivos, também podem causar problemas quando tomados em excesso.
Excesso de vitamina A é uma causa conhecida de queda de cabelo.
Tomar múltiplos suplementos simultaneamente sem orientação médica pode levar a overdoses inadvertidas.
Anabolizantes esteroides, usados ilegalmente por algumas pessoas para ganho muscular, são derivados sintéticos da testosterona.
Eles elevam drasticamente os níveis de andrógenos no corpo e podem causar alopecia androgenética acelerada em pessoas geneticamente predispostas.
Em mulheres, anabolizantes frequentemente causam queda de cabelo no couro cabeludo enquanto estimulam crescimento de pelos faciais e corporais.
Medicamentos imunossupressores usados após transplantes de órgãos ou no tratamento de doenças autoimunes podem ter efeitos variados sobre o cabelo.
Corticosteroides, dependendo da dose e duração do uso, podem tanto causar queda quanto, paradoxalmente, ser usados no tratamento de certas formas de alopecia.
Quimioterapias usadas no tratamento de câncer são talvez os medicamentos mais conhecidos por causar queda de cabelo.
Esses medicamentos atacam células que se dividem rapidamente, incluindo células cancerosas mas também células dos folículos capilares.
A maioria dos quimioterápicos causa queda difusa e muitas vezes completa durante o tratamento, mas o cabelo geralmente volta a crescer após o término da quimioterapia.
Se você toma algum medicamento de uso contínuo e começou a notar queda de cabelo depois de iniciar esse medicamento, é importante fazer a conexão temporal.
Anote quando começou a tomar o medicamento e quando começou a notar a queda.
Lembre que para eflúvio telógeno induzido por medicamento, a queda aparece dois a três meses depois de começar a tomar.
Converse com o médico que prescreveu o medicamento sobre essa possível relação.
Nunca pare de tomar medicamentos prescritos por conta própria, especialmente medicamentos para condições sérias como pressão alta, diabetes, problemas cardíacos ou condições psiquiátricas.
A interrupção abrupta pode ser perigosa e causar problemas de saúde graves.
O médico pode avaliar se existe alternativa viável que não cause esse efeito, ou se os benefícios do medicamento ainda superam o efeito colateral.
Às vezes simplesmente ajustar a dose pode fazer diferença.
Em outros casos, pode ser necessário aceitar o efeito colateral se o medicamento for absolutamente necessário para sua saúde.
Felizmente, na maioria dos casos, a queda induzida por medicamento é temporária e reversível.
Quando o medicamento causador é interrompido ou trocado, o crescimento normal do cabelo tende a retornar em alguns meses.






