Saúde

Quiz: Descubra a Causa da Sua Queda e Cabelo

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2. Como você descreveria a sua queda de cabelo?


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O Que o Padrão da Queda Revela Sobre a Causa

A forma como o cabelo está caindo da sua cabeça é uma das pistas mais valiosas para descobrir o que está causando o problema.

Diferentes causas de queda de cabelo produzem padrões completamente diferentes, como se cada doença tivesse sua própria assinatura visual.

Quando você consegue identificar claramente qual é o padrão da sua queda, você já elimina várias possibilidades e se aproxima muito do diagnóstico correto.

Vamos entender cada um desses padrões com detalhes para você conseguir identificar exatamente o que está acontecendo com você.

O primeiro padrão é a queda difusa, que significa fios soltos espalhados por toda a cabeça de forma uniforme.

Nesse tipo de queda, também chamado de “eflúvio telógeno”, você não consegue apontar para uma área específica onde o cabelo está caindo mais. Em vez disso, os fios caem igualmente de todos os lugares do couro cabeludo.

Quando você penteia ou lava o cabelo, vários fios soltos saem, mas eles vêm de diferentes partes da cabeça. Você não nota áreas específicas ficando mais ralas que outras, mas sim todo o cabelo ficando menos denso de forma geral.

Esse padrão de queda difusa geralmente aponta para causas temporárias que afetam o corpo todo de uma vez.

Por exemplo, depois de ter um bebê, passar por uma cirurgia grande, ter uma febre muito alta, ou viver um período de estresse intenso, o corpo pode empurrar muitos fios ao mesmo tempo para a fase de repouso.

Quando esses fios caem alguns meses depois, eles caem de forma espalhada porque o evento afetou todos os folículos do couro cabeludo de forma igual.

Deficiências nutricionais também costumam causar queda difusa, porque quando faltam nutrientes importantes no sangue, todos os folículos sofrem juntos.

O segundo padrão é completamente diferente e se chama queda em falhas ou placas, ou também “alopecia areata”. Nesse padrão, você consegue ver claramente áreas redondas ou ovais onde simplesmente não tem cabelo nenhum.

Essas áreas são bem definidas, com bordas nítidas, como se alguém tivesse cortado círculos no seu cabelo.

Geralmente essas falhas aparecem de forma súbita, você não percebe o cabelo afinando aos poucos naquela área, ele simplesmente cai rápido e forma uma região sem fios.

As falhas podem ser pequenas, do tamanho de uma moeda, ou podem ser maiores, dependendo da intensidade do caso.

Algumas pessoas têm apenas uma falha, outras desenvolvem várias espalhadas pelo couro cabeludo.

Em casos mais raros e graves, a pessoa pode perder todo o cabelo do couro cabeludo ou até de outras áreas do corpo como sobrancelhas, cílios e pelos.

Esse padrão de falhas circulares é extremamente característico de uma condição específica chamada “alopecia areata”.

Essa é uma doença autoimune, o que significa que o próprio sistema de defesa do corpo está atacando os folículos capilares por engano, como se eles fossem invasores perigosos.

O sistema imunológico causa uma inflamação intensa ao redor dos folículos nas áreas afetadas, o que faz os fios caírem rapidamente naquela região.

Se você está vendo esse padrão de falhas circulares, é muito importante procurar um dermatologista porque essa condição específica precisa de tratamentos direcionados.

O terceiro padrão é o afinamento progressivo dos fios, chamado de “alopecia androgenética”. Nesse caso, o que você percebe não é necessariamente muitos fios caindo de uma vez, mas sim os fios ficando cada vez mais finos, mais ralos e mais fracos com o passar do tempo.

É um processo gradual que acontece lentamente ao longo de meses ou até anos.

Você pode notar que o rabo de cavalo está mais fino que era antes, que consegue ver mais o couro cabeludo quando divide o cabelo ao meio, ou que áreas específicas estão ficando mais transparentes.

Nas mulheres, esse afinamento geralmente acontece mais no topo da cabeça, na região da coroa, mantendo a linha frontal relativamente preservada.

É diferente da calvície masculina, onde normalmente perde-se cabelo na frente e no topo, formando aquelas entradas características.

Esse padrão de afinamento progressivo é típico da “alopecia androgenética”, que também é conhecida como calvície feminina ou calvície de padrão feminino.

Essa condição é influenciada principalmente por dois fatores: a genética que você herdou dos seus pais e a ação dos hormônios andrógenos nos folículos capilares.

Algumas pessoas nascem com folículos que são geneticamente sensíveis a esses hormônios.

Quando os hormônios interagem com esses folículos sensíveis, eles fazem os fios ficarem progressivamente mais finos e curtos a cada novo ciclo de crescimento.

Com o tempo, os folículos vão miniaturizando, produzindo fios tão finos que parecem quase uma penugem, até que eventualmente podem parar de produzir fios visíveis.

O quarto padrão é a queda concentrada em áreas específicas, principalmente na linha frontal ou no topo da cabeça.

Diferente do afinamento difuso que acontece lentamente, nesse caso você percebe que determinadas regiões estão perdendo cabelo de forma mais intensa que outras.

A linha que forma a frente do cabelo pode estar recuando, ou o topo pode estar ficando ralo enquanto os lados e a parte de trás permanecem mais preservados.

Esse padrão também pode ser um sinal de “alopecia androgenética”, mas em uma apresentação um pouco diferente da anterior.

Também pode indicar “alopecia de tração”, que acontece quando a pessoa usa penteados muito apertados repetidamente, como tranças muito puxadas, coques muito firmes, ou apliques muito pesados.

A tensão constante nos fios acaba danificando os folículos naquela região específica onde a força está sendo aplicada.

Identificar corretamente qual desses padrões você está apresentando é um passo fundamental para descobrir a causa.

Algumas pessoas podem apresentar mais de um padrão ao mesmo tempo, o que pode indicar que mais de uma causa está agindo simultaneamente.

Por exemplo, uma pessoa pode ter “alopecia androgenética” de base, que causa afinamento gradual, e também pode passar por um episódio de “eflúvio telógeno” depois de uma cirurgia, que causa queda difusa adicional.

Nesses casos, a queda pode parecer mais intensa porque dois problemas diferentes estão acontecendo juntos.

Por isso é tão importante observar com atenção o seu cabelo e tentar identificar exatamente como a queda está se manifestando.

Tire fotos regulares da mesma área do couro cabeludo com a mesma iluminação para conseguir comparar ao longo do tempo.

Preste atenção se a queda está uniforme ou concentrada em áreas específicas. Veja se há formação de falhas ou se é mais um afinamento geral.

Todas essas informações vão ser extremamente úteis quando você for ao médico, porque vão ajudar o profissional a direcionar melhor os exames e o tratamento.

Sobre o Autor

Malu Oliveira

Escrevo sobre atualidades e tecnologia, explorando tendências e inovações. Minha paixão é comunicar ideias complexas de maneira acessível e envolvente.