Anúncios
6. Há histórico de queda de cabelo na sua família?
Anúncios
Como a Genética Influencia a Queda de Cabelo
A genética é a ciência que estuda como características são transmitidas de pais para filhos através dos genes.
Genes são pequenas unidades de informação contidas no DNA que carregam as instruções sobre como nosso corpo deve ser construído e como deve funcionar.
Você herda metade dos seus genes da sua mãe e metade do seu pai, e essa combinação única determina muitas das suas características físicas, incluindo aspectos relacionados ao cabelo.
A influência genética na queda de cabelo é extremamente importante e pode determinar não apenas se você vai desenvolver certo tipo de queda, mas também quando isso pode começar e quão intensa pode ser a progressão.
Entender o histórico familiar de problemas capilares fornece pistas valiosas sobre o risco individual de cada pessoa.
A alopecia androgenética, também conhecida como calvície de padrão feminino ou masculino, é a forma mais comum de queda capilar e tem forte componente genético.
Diferente do que muitas pessoas pensam, essa condição não é herdada de forma simples de apenas um dos pais.
Na verdade, a alopecia androgenética é o que chamamos de herança poligênica, o que significa que envolve múltiplos genes diferentes trabalhando juntos.
Você pode herdar genes de risco tanto do lado materno quanto do lado paterno da família.
Antigamente acreditava-se que a calvície era herdada principalmente através da linhagem materna, pelo cromossomo X.
Embora seja verdade que um dos principais genes relacionados à calvície está localizado no cromossomo X, que vem da mãe, estudos mais recentes identificaram muitos outros genes em diferentes cromossomos que também contribuem.
Isso significa que você pode herdar predisposição tanto da sua mãe quanto do seu pai.
Se a sua mãe, avó materna, tias maternas ou outras mulheres do lado da sua mãe apresentam cabelo ralo ou afinamento capilar progressivo, isso indica que genes relacionados à alopecia androgenética podem estar sendo transmitidos naquela linhagem.
Como você herdou cromossomos da sua mãe, existe probabilidade significativa de que você também tenha herdado esses genes de susceptibilidade.
No entanto, herdar os genes não significa necessariamente que você vai desenvolver o problema com a mesma intensidade ou na mesma idade.
A expressão genética, que é quando e como os genes se manifestam, pode variar de pessoa para pessoa.
Você pode ter herdado os genes mas desenvolver a condição de forma mais leve, ou pode demorar mais para aparecer.
Se o seu pai, avô paterno ou homens do lado paterno da família têm calvície, isso também aumenta seu risco.
Os homens geralmente manifestam alopecia androgenética de forma mais dramática que as mulheres, com aquele padrão característico de entradas e coroa calva.
Mas os genes que causam calvície masculina são essencialmente os mesmos que causam afinamento feminino, apenas se expressam de forma diferente devido às diferenças hormonais entre homens e mulheres.
Mulheres que têm tanto histórico materno quanto paterno de problemas capilares têm risco ainda maior de desenvolver alopecia androgenética.
É importante entender que os genes que você herda determinam a sensibilidade dos seus folículos capilares aos hormônios andrógenos.
Todos nós temos andrógenos circulando no corpo, mas nem todos têm folículos geneticamente programados para reagir negativamente a esses hormônios.
Se você herdou genes que tornam seus folículos sensíveis, quando os andrógenos interagem com esses folículos, eles desencadeiam um processo de miniaturização progressiva.
A cada novo ciclo de crescimento, o folículo produz um fio um pouco mais fino e mais curto que o anterior.
Com o tempo, os fios ficam tão finos que parecem quase invisíveis, como uma penugem de bebê.
Em casos avançados, os folículos podem eventualmente parar completamente de produzir fios visíveis, embora tecnicamente ainda estejam vivos microscópicamente.
Esse processo é gradual e progressivo, acontecendo ao longo de anos ou décadas.
A velocidade de progressão também tem componente genético, por isso algumas pessoas desenvolvem afinamento visível na casa dos 20 ou 30 anos, enquanto outras só percebem mudanças depois dos 50 ou 60 anos.
Além da alopecia androgenética, outras condições capilares também têm componente genético.
A alopecia areata, aquela condição autoimune que causa falhas circulares no cabelo, tem predisposição genética.
Estudos mostram que cerca de 10 a 20 por cento das pessoas com alopecia areata têm pelo menos um familiar de primeiro grau, como pai, mãe, irmão ou filho, que também tem ou teve a condição.
Ter um familiar com alopecia areata aumenta o risco de desenvolver a mesma condição, embora não seja uma garantia.
A genética da alopecia areata é complexa e ainda não completamente compreendida, mas sabe-se que envolve múltiplos genes relacionados ao sistema imunológico.
Outras condições mais raras de queda capilar, como algumas formas de alopecia cicatricial, também podem ter componente hereditário.
Mesmo características como a espessura natural dos fios, a densidade capilar total, a taxa de crescimento e a textura do cabelo são todas influenciadas pela genética.
Se as mulheres da sua família naturalmente têm cabelo fino desde sempre, você provavelmente também tem essa característica geneticamente determinada.
Isso é diferente de desenvolver afinamento progressivo ao longo do tempo.
Agora, se você não identifica histórico familiar de queda de cabelo, isso fornece uma informação diferente mas igualmente valiosa.
A ausência de histórico familiar não elimina completamente a possibilidade de alopecia androgenética, porque você pode ser a primeira pessoa da família a manifestar a condição devido a uma nova combinação genética.
Também é possível que parentes mais distantes tenham tido o problema mas você simplesmente não saiba ou não tenha convivido com eles.
No entanto, ausência de histórico familiar forte torna mais provável que a queda seja causada por outros fatores não genéticos.
Fatores como deficiências nutricionais, problemas hormonais adquiridos, eflúvio telógeno reativo a eventos estressantes, efeitos colaterais de medicamentos, ou condições dermatológicas do couro cabeludo não dependem da genética familiar.
Essas causas podem afetar qualquer pessoa independentemente do histórico familiar.
É importante mencionar que mesmo tendo forte histórico familiar de calvície ou afinamento capilar, isso não significa que você está fadada a passar pelo mesmo.
Compreender o risco genético permite que você tome medidas preventivas ou inicie tratamentos mais precocemente.
Existem tratamentos aprovados para alopecia androgenética que funcionam melhor quando iniciados nas fases iniciais, antes que o afinamento se torne muito pronunciado.
Se você sabe que tem alto risco genético, pode começar a prestar atenção nos primeiros sinais de afinamento e procurar orientação médica assim que notar mudanças.
Intervenções precoces podem desacelerar significativamente a progressão e preservar mais densidade capilar ao longo da vida.
Além disso, mesmo com predisposição genética, fatores ambientais e de estilo de vida também influenciam.
Manter níveis hormonais equilibrados, garantir nutrição adequada, gerenciar o estresse, evitar danos mecânicos e químicos excessivos ao cabelo, tudo isso pode fazer diferença.
A genética carrega o revólver, mas o ambiente puxa o gatilho, como diz o ditado.
Ao responder sobre histórico familiar, tente ser o mais específico possível sobre qual tipo de problema capilar seus familiares apresentam.
Calvície masculina clássica, afinamento difuso feminino, falhas de alopecia areata, tudo isso são padrões diferentes que fornecem pistas diferentes.
Se possível, lembre-se também da idade em que seus familiares começaram a notar os problemas, pois isso pode dar uma ideia de quando você também pode estar em risco.






